Entrevista | O Brasil e o mundo com inflação e insegurança alimentar, com Marcos Jank

Canal UM BRASIL | A guerra entre Rússia e Ucrânia envolve dois grandes supridores de fertilizantes e produtos agropecuários e de energia. Juntos, ambas as nações respondem por quase 30% da exportação mundial de trigo e por quase 20% da exportação de milho.

Para o Brasil, o conflito representa uma complicação econômica em razão da grande quantidade de fertilizantes que importamos, isto é, 85% do consumo, sendo que a Rússia é o nosso principal fornecedor. “A ministra [da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina] ‘saiu correndo’ para buscar outros fornecedores. A safra começa em setembro, mas não há garantia de que teremos volume suficiente [de fertilizantes]. É um quadro muito preocupante”, afirma Marcos Jank, professor sênior de Agronegócio no Insper e coordenador do centro Insper Agro Global.

Jank comenta que, antes mesmo da guerra, o setor agrícola brasileiro já estava trabalhando de forma “muito estressada”, por conta da pandemia, dos custos altos e do desequilíbrio entre oferta e demanda que estavam ocorrendo mundo afora, bem como dos efeitos da mudança climática sobre as produções de milho, cana, café e pastagens, além das secas.

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