A crise da Evergrande e o novo modelo de crescimento chinês

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Com a crise da Evergrande e as medidas regulatórias de Pequim como pano de fundo, o webinar realizado pelo CEBC em parceria com o CEBRI reuniu Fabiana D’Atri, economista coordenadora do DEPEC – Bradesco, Marcos Caramuru, ex-embaixador do Brasil na China, e Sergio Quadros, ex-gerente do Banco do Brasil em Xangai, para uma discussão sobre o futuro do mercado imobiliário na China e o novo modelo de crescimento chinês.

Apesar de conturbada, a crise da Evergrande não deve apresentar riscos generalizados para os sistemas financeiros da China ou do mundo, tendo impactos localizados sobretudo na economia chinesa. De acordo com os especialistas, a nova agenda de Pequim levará a um crescimento econômico mais comedido, o que gera incertezas sobre a disposição política do governo chinês em tolerar um menor grau de crescimento no curto prazo em favor de uma expansão mais equilibrada no longo prazo, que deverá focar em temas como inovação e sustentabilidade. Para o Brasil, o maior impacto da crise será visto na área comercial, principalmente com a queda no preço de commodities destinadas à construção civil, como o minério de ferro – ainda que as exportações do agronegócio possam ser beneficiadas no longo prazo, caso o governo chinês tenha sucesso em sua agenda de estimular o consumo doméstico.