O que esperar do comércio Brasil-China nos próximos 15 anos

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Em webinar organizado pelo CEBC e o CEBRI, com patrocínio da BRF, especialistas de diversas áreas debateram sobre o futuro das relações comerciais entre Brasil e China. Com base no estudo “China-LAC Trade: Four Scenarios for 2035”, lançado pelo Atlantic Council, a co-autora do documento, Tatiana Prazeres, apontou que a China teria uma participação ainda maior no comércio exterior brasileiro daqui a 15 anos, sobretudo devido a um esperado aumento das importações com origem no país asiático. Em análise setorial, as vendas de produtos agrícolas para o mundo aumentariam, mas perderiam dinamismo no comércio com a China, sendo destinadas cada vez mais a outros mercados, como o africano. Do lado das importações, espera-se que haja “mais do mesmo”, com o crescimento da entrada de produtos manufaturados chineses, enquanto a Europa teria participação inferior à atual e haveria uma manutenção do quadro vigente nas compras originadas nos Estados Unidos e na América Latina. 

O webinar também teve contribuições do embaixador Sarquis (Itamaraty) e de Larissa Wachholz (MAPA) e Constanza Negri (CNI), que comentaram sobre políticas públicas e estratégias empresariais para o comércio Brasil-China. O presidente do CEBC, Luiz Augusto de Castro Neves, e Pepe Zhang, diretor associado do Atlantic Council, abriram o evento. Cláudia Trevisan, diretora executiva do CEBC, fez a moderação do debate.